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Observatório da Saúde dos Povos

SER sustentável é ter a capacidade de ser saudável e feliz.
A palavra sustentável deriva do latim sustentare, que significa: defender, apoiar, cuidar e conservar.

Ter saúde com sustentabilidade, significa saber fazer um caminho, onde o respeito pelo nosso corpo seja o pilar da Vida. A nossa vida!
A sustentabilidade com ou na saúde é uma preocupação em todos os países desenvolvidos desde há uns 10 a 15 anos, mas pouco se tem feito para que seja aplicada em escala alargada, mundialmente.

É preciso que a sociedade civil também seja envolvida numa visão onde todos precisam de transformar o conhecimento em acção para melhorar a saúde nas cidades.

Este conceito precisa de começar nas escolas básicas e em cada núcleo familiar.

A saúde dos povos é algo que é anualmente “cuidado” e protegido por diversas entidades no mundo, e cada país faz a sua própria gestão de recursos sobre esta preocupação global.

No entanto, há algo que está esquecido: o cuidado a ter com a saúde e toda a Epigenética dos povos migrantes.

Até agora ninguém se concentrou nos cuidados preventivos, focados no conceito científico da Epigenética.

A ciência há muito que usa de todas as suas capacidades de conhecimento e invade o interior do genoma humano para nos dar a conhecer quem somos.
Isso tem-nos demonstrado, que o ambiente e a nossa alimentação, obrigam o nosso metabolismo a gerar mudanças e adaptações para sobrevivermos, algo que vem desde que o homem é reconhecido como humano na pré-história.

A Epigenética é definida como modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações, mas que não alteram a sequência do ADN, elas acontecem na estrutura fenótipo.

Ou seja, todas as mudanças que os povos migrantes sofrem, estão, de alguma forma, a modificar o seu padrão de saúde e a sua sustentabilidade, porque ao deslocarem-se geograficamente estão a criar novos padrões de desequilíbrio na sua estrutura física e emocional. E o maior de todos começa, precisamente, pela adaptação a novos hábitos alimentares, além dos factores climáticos e sócio-humanitários.

Uma alimentação adequada é a condição necessária para se ter um património genético, cultural e socioeconómico mais evoluído.

“Uma Visão para Além da Genética”, é abordagem correta a estudar sobre este conceito, com o trabalho deste novo projecto “Observatório da Saúde dos Povos”.

É importante que o conhecimento científico seja traduzido em informações acessíveis à sociedade.

Que se organizem, através de seminários e palestras, mobilizações de cidadãos, do governo e organizações, para que se faça um caminho de mudança nos padrões de saúde das populações estrangeiras residentes em cada país.

Que sejam criados apoios a projectos de lei e políticas públicas que permitam criar recursos de avaliação Epigenética, de forma a ter sociedades que, na sua mestiçagem, possam ser cidadãos mais saudáveis.

A saúde é um estado de consciência, social, cultural, emocional e pessoal.
O Observatório da Saúde dos Povos, é um projecto que pretende ser um repositório de estudos científicos onde se cruzem o maior número de dados possível que ajudem na prevenção e na melhoria dos tratamentos e cuidados de saúde prestados.

Pretende ser uma “biblioteca virtual” de acesso livre onde estarão registados os projectos científicos realizados em contexto hospitalar. Esta nova plataforma admite publicar estudos já realizados, mas será dada também primazia a novas investigações.

A proposta foi apresentada dia 6 de Agosto de 2019, no Hospital Saint Louis, em Lisboa, onde a sua autora, Dra. Paula Mouta, membro Ambassador da EACR em Portugal, da ASPIC, SENMO e directora da Unidade de Saúde Natural do Hospital, actua profissionalmente em consulta de nutrição funcional e avaliação dos factores epigenéticos, através da colheita e estudo dos bio marcadores contidos nas enzimas do folículo capilar.

O trabalho da autora consta já com mais de 1000 casos avaliados, entre Portugal Continental e Arquipélago dos Açores, Brasil e Angola.
A entidade, já registada na plataforma da European Association of Cancer Research (EACR), pretende ser referenciada no Parlamento Europeu como um projeto de saúde, prevenção e sustentabilidade para a cidadania e resulta de uma parceria entre a Unidade de Saúde Natural do Hospital de St. Louis em Lisboa e o LaBEST – Laboratório para o Empreendedorismo, Sociedade e Tecnologia do Instituto Piaget.

O Observatório desenvolverá investigação com foco na temática “Epigenética” e seus factores de “influência”: alimentação, hábitos de vida, influenciadores de poluição aérea e marítima, sonora e eletromagnética, climáticas, factores de afectação química, agricultura, qualidade da água de consumo, hábitos culturais, sócio-económicos, religiosos e até na forma como a estrutura emocional e fisiológica de cada pessoa e região geográfica se desenvolve nos tempos actuais de acordo com toda a evolução tecnológica e geo-política mundial.

“Para que se possa praticar uma “medicina de saúde activa, preventiva e educativa” é importante a análise e recolha deste tipo de dados, que favorecem a verificação, avaliação e definição de novas estratégias de carácter científico, prático e de transformação.

Só assim poderemos levar até todos um novo percurso de valores que verdadeiramente melhorem a vida e a forma como as populações se poderão desenvolver e adaptar às mudanças vindouras em qualquer parte do planeta”

Em entrevista à comunicação social, Paula Mouta, autora e presidente do OSP, explicou que numa primeira fase, a biblioteca vai começar por reunir «pesquisas de contexto hospitalar que abranjam patologias degenerativas nos casos inflamatórios (reumáticos e dor), patologias oncológicas e patologias do foro psicológico e emocional», mas não exclui outras áreas, já que “existe uma abrangência muito grande de estudos em ambiente hospitalar”.

Apesar do OSP estar a dar os primeiros passos, Jaqueline Silva do Instituto Piaget/Vice-coordenadora do LaBEST, admite que um dos objectivos é torná-lo num portal de referência na área científica à escala internacional.
O Instituto Piaget ficará responsável pela validação dos trabalhos científicos para publicação.

“O ano de 2015 ficará na história como marco da definição dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, fixados numa cimeira da ONU, em Nova Iorque (EUA), de 25 a 27 de Setembro. Trata-se da nova agenda de acção até 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas.”
Cabe a cada um de nós fazer a sua parte e ajudar a desenvolver a nossa sustentabilidade, a do Ser e a do Planeta.

Em Janeiro de 2020, será realizada no Instituto Piaget de Almada a primeira apresentação oficial e o início dos trabalhos em ambiente académico e científico, com a participação da autora, Paula Mouta em representação do Hospital St. Louis de Lisboa e dos parceiros;

– Dra. Maria Teresa Flor de Lima, Directora Científica do OSP
Médica em Medicina da Dor com Mestrado em Cuidados Paliativos – Portugal- Açores.
Competências em Medicina da Dor e em Gestão dos Serviços de Saúde pela OM, Mestre em Cuidados Paliativos pela Universidade de Lisboa, Coordenadora do Programa Regional de Controlo da Dor 2009 a 2013, Consultora das Estratégias de Controlo da Dor no Plano Regional de Saúde 2014-2016 (estendido a 2020), Membro do Grupo de Intervenção do Parlamento Europeu: “Direitos dos Doentes Europeus e Cuidados de Saúde Transfronteiriços”, Coordenadora do Conselho Científico da Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores, Membro Fundador da Plataforma SIP Portugal (SIP = Societal Impact of Pain), Membro, Representante de Portugal
na EMA, European Medical Association

– Dr. Mariano Votta, Diretor em Contexto de Cidadania do OSP e Diretor do Active Citizenship Network Italy
Director – Rede de Cidadania Activa (ACN), Responsável pelos Assuntos da UE na ONG italiana Cittadinanzattiva, representa oficialmente a ACN no estrangeiro, com a DG Saúde da Comissão Europeia, DG Consumidores, DG Move, DG Migração e Assuntos Internos.
É o responsável pelo lançamento do Grupo de Interesse MEP “Direitos dos Doentes Europeus e Cuidados de Saúde Transfronteiriços”, promovido com o apoio de quase 100 organizações em toda a Europa. Em 2016, Mariano ganhou o Prêmio de Excelência da Universidade Internacional Efhre sobre os direitos dos pacientes.

– Dra. Jaqueline Silva, Vice Coordenadora do LaBEST do Instituto Piaget de Almada.
Professora, Autora e Empreendedora – Portugal.
É licenciada pela Universidade Católica Portuguesa, mestre em Gestão pelo ISCTE. Está a fazer um doutoramento pela Universidade Nova de Lisboa e UT Austin no Texas onde está a estudar o impacto da Technologia no Empreendedorismo. Dá aulas de Gestão e Empreendedorismo na Universidade e tem certificação em Coaching e PNL. Foi premiada pela Embaixada dos EUA por duas vezes com os projectos Women Entrepreneurs Across the Ocean e considerada uma das 70 jovens empreendedoras da Europa pelo German Marshall Fund. Tem uma newsletter semanal onde fala de Negócios, Arte, Tecnologia e Filosofia. Escreve para o Delas – Global Media Group
e para o Thrive da Ariana Huffinghton.

– Andreia Rodrigues, Directora e coordenadora de programação do OSP Programadora / Designer – Portugal, Técnica de Informática de Gestão e CEO da Laranja Digital Criativa de imagem digital e Website.

– Ana Rita Ilhéu, Directora de conteúdo fotográfico e vídeo do OSP Licenciada em Fotografia e Cultura Visual pelo IADE Creative University. É voluntária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, desde 2017, dando apoio ao CA a idosos na Mouraria, com actividade de retoque da autoimagem, através de reportagem fotográfica e estímulo da imagem pessoal das utentes do Centro de Apoio. Desenvolve na Quinta Alegre da SCML, um projecto de Foto-jornalismo sobre as actividades das casas de acolhimento.

Paula Mouta, autora e Presidente do OSP
Lisboa 6 de Novembro de 2019

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